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Acervo
Leis, decretos, tratados e decisões do STF reunidos pelas pesquisas publicadas do projeto, desde 1985. Toque em "Detalhes e fontes" para ver como cada lei foi aprovada e abrir o texto oficial.
Temas publicados: 1 de 12. Direitos das mulheres (tema 8). Os outros 11 temas entram aqui quando as pesquisas forem publicadas. Ver os 12 temas
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Projeto Democracia Brasil. Gerado em . Versão preliminar.
Decreto 91.227/1985
6 de maio de 1985. Governo Sarney.
Cria comissão especial para elaborar o anteprojeto de lei do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.
Constituição Federal: igualdade de direitos entre homens e mulheres (art. 5º, I), licença à gestante de 120 dias (art. 7º, XVIII), dever do Estado de coibir a violência nas relações familiares (art. 226, §8º), entre outros dispositivos.
Direitos civis e família
Detalhes e fontes
Promulgada pela Assembleia Nacional Constituinte; o governo Sarney é só referência temporal (guia, regra 6.1). Entra pelos dispositivos sobre mulheres.
Altera a CLT e, entre outras medidas, revoga artigos do capítulo de proteção do trabalho da mulher (arts. 374, 375, 378, 379, 380 e 387), entre eles a restrição ao trabalho noturno da mulher.
Sem registro nas bases abertasTrabalho e renda
Detalhes e fontes
Lei trabalhista geral; entra pela revogação de restrições ao trabalho da mulher (art. 13). Até então, empresas precisavam de autorização por decreto para empregar mulheres no turno da noite (decretos listados como excluídos na planilha do piloto). Conteúdo de cada artigo revogado a conferir no texto histórico da CLT.
Tipo
Lei
Escopo
Dispositivo em lei geral
Origem
Executivo (medida provisória)
Autor do projeto
Poder Executivo (medida provisória)
Projeto
PLV 27/1989 (Medida Provisória)
Papel do governo
Propôs e sancionou
Na Câmara
Congresso Nacional — medida provisória anterior à EC 32/2001 (sem votação separada na Câmara)
No Senado
Congresso Nacional — medida provisória anterior à EC 32/2001
Normas das eleições municipais de 1996; inclui cota mínima de candidaturas de mulheres.
Votação simbólicaRepresentação política
Detalhes e fontes
Lei eleitoral geral; entra pelo dispositivo de cota de candidaturas de mulheres. A ementa não menciona mulheres, por isso não apareceu na busca por palavra-chave.
Tipo
Lei
Escopo
Dispositivo em lei geral
Origem
Legislativo — Câmara (deputado/a)
Autor do projeto
PAULO BERNARDO (deputado/a)
Projeto
PL 180/1995
Papel do governo
Sancionou
Na Câmara
Sem registro de votação na API da Câmara
No Senado
Plenário — votação simbólica (sem votação nominal registrada)
Altera o Código Penal: retira a expressão "mulher honesta", extingue a extinção de punibilidade pelo casamento com a vítima e revoga o crime de adultério.
Votação simbólicaViolência
Detalhes e fontes
Lei penal geral; entra pelos dispositivos que tratavam a mulher de forma desigual. A ementa não menciona mulheres.
Tipo
Lei
Escopo
Dispositivo em lei geral
Origem
Legislativo — Câmara (deputado/a)
Autor do projeto
Iara Bernardi (deputado/a)
Projeto
PL 117/2003
Papel do governo
Sancionou
Na Câmara
Plenário — votação simbólica
No Senado
Plenário — votação simbólica (sem votação nominal registrada)
Minirreforma eleitoral: cota de candidaturas passa a ser de preenchimento obrigatório; recursos e tempo de propaganda para mulheres.
Votação simbólicaRepresentação política
Detalhes e fontes
Lei eleitoral geral; entra pelos dispositivos sobre mulheres. A ementa não menciona mulheres.
Tipo
Lei
Escopo
Dispositivo em lei geral
Origem
Legislativo — Câmara (deputado/a)
Autor do projeto
Alice Portugal (deputado/a); Brizola Neto (deputado/a); Cândido Vaccarezza (deputado/a); Carlos Willian (deputado/a); Daniel Almeida (deputado/a); Fernando Coruja (deputado/a) e outros
Projeto
PL 5498/2009
Papel do governo
Sancionou com vetos
Na Câmara
Plenário — votação simbólica
No Senado
Plenário — votação simbólica (sem votação nominal registrada)
Veto
VET 43/2009: sem deliberação registrada na API do Senado
Alíquota previdenciária reduzida para segurado facultativo sem renda própria dedicado ao trabalho doméstico na própria casa, de família de baixa renda, e para o MEI.
Votação simbólicaTrabalho e renda
Detalhes e fontes
Relacionado: regra previdenciária de alcance geral; entra pelo efeito sobre quem se dedica ao trabalho doméstico não remunerado.
Tipo
Lei
Escopo
Relacionado
Origem
Executivo (medida provisória)
Autor do projeto
Poder Executivo (medida provisória)
Projeto
PLV 19/2011
Papel do governo
Propôs e sancionou
Na Câmara
Sem registro de votação na API da Câmara
No Senado
Plenário — votação simbólica (sem votação nominal registrada)
9 de fevereiro de 2012. Governo Dilma I (referência).
STF confirma a constitucionalidade da Lei Maria da Penha (ADC 19) e decide que a lesão corporal leve em violência doméstica contra a mulher é de ação penal pública incondicionada (ADI 4424).
Violência
Detalhes e fontes
Judiciário. ADC 19: proposta pela Presidência da República, unânime. ADI 4424: proposta pela PGR, maioria (vencido Cezar Peluso). Relator: Marco Aurélio. Data inferida da notícia de 10/02/2012. Detalhes abaixo.
Tipo
STF
Escopo
Judiciário
Origem
Judiciário (STF)
Quem propôs
ADC 19: Presidência da República. ADI 4424: Procuradoria-Geral da República.
Relator
Marco Aurélio
O que se discute
ADC 19: confirmar a constitucionalidade de dispositivos da Lei Maria da Penha (arts. 1º, 33 e 41). ADI 4424: definir se a lesão corporal leve em violência doméstica contra a mulher depende de representação da vítima.
Cronologia
Julgadas em 09/02/2012 (data inferida da notícia publicada em 10/02/2012).
Resultado
ADC 19 procedente por unanimidade. ADI 4424 procedente por maioria, vencido o ministro Cezar Peluso: a ação penal nesses casos passa a ser pública incondicionada, sem depender de representação da vítima.
Posições em disputa
A favor (maioria): a exigência de representação deixava a vítima exposta a pressão para desistir. Contra (voto vencido): a decisão retira da vítima a escolha sobre o processo. Resumo a confirmar no acórdão.
12 de abril de 2012. Governo Dilma I (referência).
STF decide que a interrupção da gestação de feto anencéfalo não é crime.
Direitos reprodutivos
Detalhes e fontes
Judiciário, direitos reprodutivos. Proposta pela CNTS em 2004; julgada em 11 e 12/04/2012, por 8 a 2. Detalhes e posições abaixo.
Tipo
STF
Escopo
Judiciário
Origem
Judiciário (STF)
Quem propôs
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), 2004
Relator
Marco Aurélio
O que se discute
Saber se a interrupção da gestação de feto anencéfalo se enquadra nos crimes de aborto do Código Penal.
Cronologia
Ajuizada em 2004; julgamento de mérito em 11 e 12/04/2012.
Resultado
Procedente por 8 votos a 2: interromper a gestação de feto anencéfalo não é crime, e não é preciso autorização judicial, bastando o diagnóstico. Dias Toffoli não votou (impedido por ter atuado no caso como Advogado-Geral da União).
Posições em disputa
Maioria (resumo a confirmar no acórdão): sem viabilidade de vida extrauterina, obrigar a gestante a levar a gestação adiante viola sua dignidade e saúde. Vencidos: Ricardo Lewandowski entendeu que a decisão cabia ao Legislativo, não ao STF; o segundo voto vencido, atribuído a Cezar Peluso, deve ser confirmado no acórdão.
Altera a lei do número telefônico de denúncias de violência contra a mulher.
Votação simbólicaViolência
Detalhes e fontes
Tipo
Lei
Escopo
Núcleo
Origem
Legislativo — Câmara (órgão ou comissão)
Autor do projeto
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito com a finalidade de investigar a situação da violência contra a mulher no Brasil e apurar denúncias de omissão por parte do poder público com relação à aplicação de instrumentos instituídos em lei para proteger as mulheres em situação de violência
Projeto
PL 6013/2013
Papel do governo
Sancionou
Na Câmara
Plenário — votação simbólica
No Senado
Plenário — votação simbólica (sem votação nominal registrada)
Relacionado: trabalho doméstico; norma de alcance geral. Data conferida no texto da lei no Planalto (1º/06/2015); a lista anual do Planalto traz "1º.7.2015" por erro de digitação.
Tipo
Lei Complementar
Escopo
Relacionado
Origem
Legislativo — Senado (comissão ou CPMI)
Autor do projeto
ATN Nº 2, de 2013 - CONSOLIDAÇÃO DA LEGISLAÇÃO FEDERAL E REGULAMENTAÇÃO DE DISPOSITIVOS DA CF.
Projeto
PLS 224/2013
Papel do governo
Sancionou com vetos
Na Câmara
Plenário — votação nominal Placar: 2015-03-12: 319 sim, 2 não
No Senado
Plenário — votação nominal; o texto voltou à Casa iniciadora para apreciar alterações da outra Casa Placar: 2013-07-11: 52 sim, 0 não
STF fixa em no mínimo 30% (ou na proporção das candidaturas) os recursos do Fundo Partidário para campanhas de mulheres.
Representação política
Detalhes e fontes
Judiciário. Proposta pela PGR; relator Edson Fachin; procedente por maioria. Modulação decidida em 03/10/2018. Detalhes abaixo.
Tipo
STF
Escopo
Judiciário
Origem
Judiciário (STF)
Quem propôs
Procuradoria-Geral da República
Relator
Edson Fachin
O que se discute
O art. 9º da Lei 13.165/2015 reservava entre 5% e 15% do Fundo Partidário para campanhas de mulheres, por três eleições.
Cronologia
Mérito em 15/03/2018; modulação dos efeitos em 03/10/2018.
Resultado
Procedente por maioria. O STF retirou o limite de três eleições e fixou o mínimo de recursos para campanhas de mulheres em 30%, ou na proporção das candidaturas femininas, se maior. Vencidos em parte: Marco Aurélio e Gilmar Mendes (procedência parcial) e Ricardo Lewandowski (procedência mais ampla).
Posições em disputa
Maioria: o percentual de recursos deve acompanhar a cota mínima de candidaturas. Divergências trataram da extensão da decisão, não do mérito em si.
Altera a Lei Maria da Penha: apreensão de arma de fogo do agressor.
Votação simbólicaViolênciaAlteração da Lei Maria da Penha
Detalhes e fontes
Tipo
Lei
Escopo
Núcleo
Origem
Legislativo — Câmara (deputado/a)
Autor do projeto
Alessandro Molon (deputado/a); Aliel Machado (deputado/a); Bira do Pindaré (deputado/a); Danilo Cabral (deputado/a); Denis Bezerra (deputado/a); Felipe Rigoni (deputado/a) e outros
Projeto
PL 17/2019
Papel do governo
Sancionou
Na Câmara
Plenário — votação simbólica
No Senado
Plenário — votação simbólica (sem votação nominal registrada)
Afastamento da empregada gestante do trabalho presencial durante a emergência da covid-19.
Votação simbólicaTrabalho e renda
Detalhes e fontes
Tipo
Lei
Escopo
Núcleo
Origem
Legislativo — Câmara (deputado/a)
Autor do projeto
Alice Portugal (deputado/a); Carla Dickson (deputado/a); Carmen Zanotto (deputado/a); Dra. Soraya Manato (deputado/a); Dulce Miranda (deputado/a); Erika Kokay (deputado/a) e outros
Projeto
PL 3932/2020
Papel do governo
Sancionou
Na Câmara
Plenário — votação simbólica
No Senado
Plenário — votação simbólica (sem votação nominal registrada)
1 de agosto de 2023. Governo Lula III (referência).
STF declara inconstitucional a tese da "legítima defesa da honra" em feminicídios e agressões contra mulheres.
Violência
Detalhes e fontes
Judiciário. Proposta pelo PDT; relator Dias Toffoli; mérito unânime em 01/08/2023. Houve decisão liminar em 2021 (data a confirmar). Detalhes abaixo.
Tipo
STF
Escopo
Judiciário
Origem
Judiciário (STF)
Quem propôs
Partido Democrático Trabalhista (PDT)
Relator
Dias Toffoli
O que se discute
Saber se a tese da "legítima defesa da honra" pode ser usada para absolver acusados de feminicídio ou agressão contra mulheres.
Cronologia
Decisão liminar em 2021 (data a confirmar); mérito em 01/08/2023.
Resultado
Procedente por unanimidade. A tese é inconstitucional e não pode ser usada em nenhuma fase do processo, nem no Tribunal do Júri, sob pena de nulidade.
Posições em disputa
Decisão unânime. O debate jurídico de fundo envolveu a soberania dos veredictos do Júri; o STF entendeu que anular absolvição baseada na tese não fere essa soberania.
Pensão especial a filhos e dependentes menores órfãos em razão de feminicídio.
Votação simbólicaViolência
Detalhes e fontes
Regulamentada pelo Decreto 12.636/2025.
Tipo
Lei
Escopo
Núcleo
Origem
Legislativo — Câmara (deputado/a)
Autor do projeto
Benedita da Silva (deputado/a); Erika Kokay (deputado/a); Gleisi Hoffmann (deputado/a); Luizianne Lins (deputado/a); Maria do Rosário (deputado/a); Natália Bonavides (deputado/a) e outros
Projeto
PL 976/2022
Papel do governo
Sancionou
Na Câmara
Plenário — votação simbólica
No Senado
Plenário — votação simbólica (sem votação nominal registrada)
Protocolo "Não é Não" contra constrangimento e violência contra a mulher em ambientes de lazer.
Votação simbólicaViolência
Detalhes e fontes
Tipo
Lei
Escopo
Núcleo
Origem
Legislativo — Câmara (deputado/a)
Autor do projeto
Alice Portugal (deputado/a); Amanda Gentil (deputado/a); Ana Paula Lima (deputado/a); Ana Pimentel (deputado/a); Benedita da Silva (deputado/a); Camila Jara (deputado/a) e outros
Projeto
PL 3/2023
Papel do governo
Sancionou
Na Câmara
Plenário — votação simbólica
No Senado
Plenário — votação simbólica (sem votação nominal registrada)
17 de outubro de 2025. Governo Lula III (referência).
Ação que pede a descriminalização da interrupção voluntária da gestação até a 12ª semana. Julgamento iniciado e não concluído.
Direitos reprodutivos
Detalhes e fontes
Judiciário, direitos reprodutivos, PENDENTE. Proposta pelo PSOL em 2017. Votos: Rosa Weber (2023) e Barroso (17/10/2025), ambos pela descriminalização até 12 semanas; Gilmar Mendes pediu destaque e o processo saiu de pauta. A data na planilha é a da última movimentação conhecida. Detalhes e posições abaixo.
Tipo
STF
Escopo
Judiciário
Origem
Judiciário (STF)
Quem propôs
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), com o Instituto Anis, março de 2017
Relator
Rosa Weber (até 2023); depois Flávio Dino
O que se discute
Pede que o STF declare parcialmente incompatíveis com a Constituição os arts. 124 e 126 do Código Penal, para que a interrupção voluntária da gestação até a 12ª semana deixe de ser crime.
Cronologia
2017: ação proposta. Agosto/2018: audiência pública com especialistas e entidades. 22/09/2023: voto da relatora Rosa Weber em sessão virtual; o ministro Barroso pede destaque e o caso vai para o plenário físico. 17/10/2025: Barroso cancela o destaque e vota; no mesmo dia Gilmar Mendes pede novo destaque; o relator Flávio Dino pede a retirada de pauta e o presidente Edson Fachin acolhe.
Resultado
Não concluído. Placar parcial: 2 votos a 0 pela descriminalização até 12 semanas (Rosa Weber e Barroso). Os votos de ministros aposentados continuam válidos. Segundo fonte de abril/2026, não havia data para retomada.
Posições em disputa
A favor (votos proferidos): o tema deve ser tratado como questão de saúde pública, e não de direito penal; a criminalização pune a mulher. Contra (manifestações no processo): o representante do Estado de Sergipe sustentou que o STF não tem legitimidade para decidir, porque estaria legislando no lugar do Congresso; o mesmo argumento institucional apareceu no voto vencido de Lewandowski na ADPF 54.
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